Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de abril, 2011

Quase no fim

Estamos quase no fim e o que me resta é uma cara de palhaço triste Aquela oposta de um sorriso de orelha a orelha Vendo pessoas felizes ao meu redor, quase que às vezes sem me olhar E se olha não enxerga, se vê não vendo meu sofrimento Se sente a dor, aplaude me dizendo que sou um bom ator-palhaço É quase no fim do espetáculo que rola aquela nostalgia A vontade de reviver aquela piada, ou aquele drama Só por que nos remete ao passado Sim, nos todos somos museu. Adoramos o passado Depois do fim, creio que sobrarão fotos, vídeos e músicas Que ao ver ou tocar apunhalará o peito Que sangrará pelos olhos, um sangue sem cor Num corpo sem alma, Pois “a alma, como toda arte, vive e sobrevive no amor”